A jornalista Nancy Glass, em uma participação no programa da Fox News America’s Newsroom (via New York Post), comentou sobre a última entrevista realizada com Jeffrey Dahmer e rebateu as críticas que dizem que a série da Netflix sobre o assassino “romantiza” seus seus crimes.
Glass entrevistou Dahmer para o programa Inside Edition em 1993, poucos meses antes do assassino canibal ser morto pelo detento Christopher Scarver.
Quando perguntada durante o programa se a série romantiza os atos perversos de Dahmer, a jornalista respondeu: “Não, não acho. Acredito que o que eles fizeram foi satisfazer nossa curiosidade sobre como algo assim pode realmente acontecer. Eu poderia identificar ou mesmo evitar o que aconteceu”?
Eu sei que pode parecer bizarro, mas acho que é mais uma curiosidade mórbida do que romantizar”, disse Nancy Glass.
A jornalista também comentou sobre as críticas que a Netflix recebeu das famílias das vítimas de Jeffrey Dahmer. Os familiares disseram que a plataforma deveria ter entrado em contato com eles antes de fazer a série.
“Não importa o que aconteça, é uma sensação péssima para os membros da família, mas não era um documentário, é uma obra de ficção. A série juntou muitas coisas diferentes que aconteceram. Por exemplo, a ideia de que os vizinhos [de Dahmer] ligavam o tempo todo [para a polícia], eles não ligavam. Isso não era verdade”, revelou Glass.
Nancy Glass disse também à Fox News que era chocante o quão “normal” parecia Dahmer durante a entrevista realizada na prisão de segurança máxima no estado norte-americano de Wisconsin.
“Teria sido um grande alívio se ele fosse como Charles Manson ou algo do tipo. Então você pensaria: meu Deus, eu poderia ter percebido antes. [No caso de Jeffrey Dahmer] ninguém nunca teria descoberto”.
