Adidas encerra parceria bilionária com Kanye West após comentários bizarros do músico


Reprodução/Twitter/kanyewest

A marca esportiva Adidas terminou a parceria com Kanye West por causa das falas controversas e antissemitas do rapper. Uma decisão que afetará negativamente os resultados da empresa em até 250 milhões de euros (cerca de 1,3 bilhão de reais) no ano de 2022, de acordo com informações da Variety.

No início do mês de outubro, West postou no Twitter (abaixo) que ele preparava um death con 3 no povo judeu. A postagem polêmica e bizarra causou espanto e foi considerada uma ameaça a comunidade judaica, segundo veículos da imprensa internacional.

(Eu estou um pouco sonolento hoje, mas quando eu acordar, eu vou death con 3 no povo judeu. A coisa engraçada é que na verdade eu não posso ser antissemita porque as pessoas pretas também são judias. Vocês brincaram comigo e boicotam qualquer um que se oponha à sua agenda).

O termo DEFCON, citado por Kanye West na rede social como death con, é usado pelo Pentágono, órgão de Defesa dos Estados Unidos, para classificar ameças. O nível 5 é a ameaça menos grave, e 1 a mais alta. DEFCON 1 sinaliza a eclosão de uma guerra nuclear.

Fim da parceria com outras marcas

A Adidas havia anunciado em meados de outubro que o relacionamento de 10 anos com Kanye West passava por uma reavaliação. Após realizar uma minuciosa revisão, a marca esportiva alemã decidiu cortar os laços com o músico e parar de produzir produtos da linha Yeezy.

Os comentários e ações recentes de Ye foram inaceitáveis, perigosos e odiosos, e violam os valores da empresa de diversidade e inclusão, respeito mútuo e justiça. A Adidas interromperá os negócios da Adidas Yeezy com efeito imediato, disse a empresa em um comunicado na terça-feira (25).

Adidas se junta a Balenciaga e Vogue no grupo de marcas que encerram a parceira com Kanye West, depois da série de comentários polêmicos nas últimas semanas. Kanye também foi dispensado da CAA, uma das maiores e mais renomadas agências de talentos dos Estados Unidos, teve shows cancelados e um documentário já finalizado sobre a sua trajetória artística foi engavetado. A carreira do rapper caminha agora para atingir o catastrófico DEFCON 1.

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